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quinta-feira, 26 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
PARQUE NACIONAL DE FURNA FEIA
A criação do Parque Nacional de Furna Feia irá englobar uma área superior a 10 mil hectares.Para se ter uma idéia em apenas 2% da área total da reserva,já foram encontradas 213 cavidades a partir de pesquisas feitas até o início deste ano.Além disso, a Furna Feia é um espaço dotado de grande variedade de fauna e flora cuja vegetação típica é a caatinga.Entre as espécies detectadas estão 105 plantas,com destaque para a Aroeira do sertão,árvore tipica da caatinga e que está em risco de extinção,e 135 espécies de animais,das quais várias encontram-se nas listas oficiais da fauna em extinção,como o gato vermelho.
O parque nacional(PARNA),situa-se entre os municípios de Baraúnas e Mossoró.
Matéria retirada do blog da Policia Ambiental de Mossoró-RN
O parque nacional(PARNA),situa-se entre os municípios de Baraúnas e Mossoró.
Matéria retirada do blog da Policia Ambiental de Mossoró-RN
quarta-feira, 18 de maio de 2011
BIODIVERSIDADE BRASILEIRA TAMBÉM É REVISTA!
O ICMBio está lançando uma revista científica,intitulada Biodiversidade Brasileira,visando a disseminação das informações sobre as espécies da fauna brasileira,derivadas dos processos de avaliação de seu estado de conservação e a discussão das experiências e estratégias de conhecimento,conservação e manejo das unidades de conservação.A revista está hospedada no portal de revistas científicas do ICMBio:
https://www2.icmbio.gov.br/revistaeletronica/index.php/BioBR
https://www2.icmbio.gov.br/revistaeletronica/index.php/BioBR
PLANO DE AÇÂO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DOS MAMÍFEROS DO SUDESTE DA MATA ATLÂNTICA
Dentre os biomas brasileiros,a Mata Atlântica é o que conta com o maior número de espécies ameaçadas.Dos mamíferos brasileiros considerados"criticamente em perigo de extinção",50% das espécies são primatas que
existem apenas nesse bioma."Criticamente em perigo de extinção" é uma das categorias de avaliação,pela UICN,do estado de conservação de uma espécie,e sinaliza que essa espécie sofre um risco extremamente alto
de extinção em um futuro próximo.
O plano de ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos do Sudeste da Mata Atlântica inaugura uma nova forma de elaborar planos de ação que,antes,eram dirigidos a uma única espécie ameaçada.Esse plano,por sua vez,trata de diversos grupos e privilegia um recorte geográfico.A premissa é que ações realizadas nesse local podem beneficiar um conjunto de espécies e não apenas uma delas.
O plano,cujas ações se estendem até 2015,contempla 27 espécies,das quais 13 são primatas,10 roedores,02 morcegos,01 espécie de preguiça e 01 de veado.As ações programadas incluem a criação de novas unidades de conservação e a implementação de estratégias de manutenção da integridade ecológica de muitas outras áreas;regulação de atividades que influenciam a sobrevivência das populações dessas espécies,como caça,
turismo e instalação de empreendimentos com significativo impacto ambiental;e programas de manejo das espécies em questão.
Dados retirados da Coleção Biodiversidade Brasileira
capítulo 03
ICMBio-MMA
existem apenas nesse bioma."Criticamente em perigo de extinção" é uma das categorias de avaliação,pela UICN,do estado de conservação de uma espécie,e sinaliza que essa espécie sofre um risco extremamente alto
de extinção em um futuro próximo.
O plano de ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos do Sudeste da Mata Atlântica inaugura uma nova forma de elaborar planos de ação que,antes,eram dirigidos a uma única espécie ameaçada.Esse plano,por sua vez,trata de diversos grupos e privilegia um recorte geográfico.A premissa é que ações realizadas nesse local podem beneficiar um conjunto de espécies e não apenas uma delas.
O plano,cujas ações se estendem até 2015,contempla 27 espécies,das quais 13 são primatas,10 roedores,02 morcegos,01 espécie de preguiça e 01 de veado.As ações programadas incluem a criação de novas unidades de conservação e a implementação de estratégias de manutenção da integridade ecológica de muitas outras áreas;regulação de atividades que influenciam a sobrevivência das populações dessas espécies,como caça,
turismo e instalação de empreendimentos com significativo impacto ambiental;e programas de manejo das espécies em questão.
Dados retirados da Coleção Biodiversidade Brasileira
capítulo 03
ICMBio-MMA
LINHA VERDE
LINHA VERDE-0800-61-8080
Ligação Gratuita de Qualquer parte do Brasil
Auditoria do Ibama
Coordenação de Ouvidoria
Linha Verde
Apoio:
Diretoria de Proteção Ambiental-DIPRO
Coordenação Geral de fiscalização-CGFIS
Fax: (61)3321 7713
E-mail: linhaverde@sede.ibama.gov.br
SCEN trecho 2-ed. sede do Ibama
70.818-900
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
LAGARTOS DA ESEC-SERIDÓ(ICMbio)
Hemidactylus brasilianus
Iguana iguana
A fauna de lagartos da Esec-Seridó é composta por 16 espécies.Dessas,duas são endêmicas das caatingas,enquanto as outras também são encontradas em outros biomas,como Mata Atlântica e o Cerrado.Fotos e dados cedidos por,Raul Fernandes Dantas Sales,pesquisador do laboratório de herpetologia-Departamento de Botânica,Ecologia e Zoologia-Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN.
terça-feira, 10 de maio de 2011
VENCENDO A DENGUE PELA ESPERTEZA
O'Neill,da Universidade of Queensland,na Austrália,e seus colegas estão testando um novo método de reduzir a
propagação da dengue,um pesadelo crescente nos trópicos que agora apareceu nos Estados Unidos.Ainda que
quase sempre não seja fatal,a dengue pode levar pacientes para o hospital.E ela não tem cura nem vacina.
A estratégia inovadora de O'Neill é vacinar mosquitos em vez de pacientes.Em seu laboratório,com ajuda de um
microscópio funcionários injetam a bactéria Wolbachia piplentis,inofensiva para humanos e comum entre insetos,em ovos de mosquitos Aedes aegypti,principal transmissor da dengue.O'Neill descobriu que a Wolbachia torna o Aedes aegypti imune ao transmissor da dengue.E toda a descendência do mosquito inoculado herda essa imunidade.O método de O'Neill,não vinculado a modificação genética,contrasta com os esforços para controle da dengue que ganharam manchetes no fim do ano passado.Em Dezembro,a companhia
britânica de tecnologia Oxitec liberou.na Malásia,6 mil mosquitos machos geneticamente modificados,para espanto de alguns grupos que manifestaram preocupação com os possíveis efeitos de insetos GM em humanos e
ecossistemas.Os resultados para a Malásia ainda não estão disponíveis.Mas Luke Alphey,cientista-chefe e fundador da Oxitec,prevê que uma liberação anterior de3,3 milhões de mosquitos na Ilha Grande Caimã resultou em redução de 80% na quantidade de A.aegypti.E isso porque muitas fêmeas se acasalaram com parceiros tornados geneticamente inférteis.Os resultados obtidos por O'Neill também são promissores.Testes iniciais demonstraram que cerca de 25% das larvas na população vivendo na natureza estavam infectadas com Wolbachia.Em fins deste mês de Maio,quando termina a estação úmida da Austrália,ele espera alcançar a meta de seu experimento: demonstrar que a Wolbachia consegue invadir uma
população de A. aegypti na natureza.Em caso positivo,ele espera iniciar uma tentativa semelhante no Vietnã no início do verão boreal.
Rebecca Coffey
Matéria retirada da revista Scientific American Brasil
Maio/2011
Ano 9 nº 108
pg. 10
propagação da dengue,um pesadelo crescente nos trópicos que agora apareceu nos Estados Unidos.Ainda que
quase sempre não seja fatal,a dengue pode levar pacientes para o hospital.E ela não tem cura nem vacina.
A estratégia inovadora de O'Neill é vacinar mosquitos em vez de pacientes.Em seu laboratório,com ajuda de um
microscópio funcionários injetam a bactéria Wolbachia piplentis,inofensiva para humanos e comum entre insetos,em ovos de mosquitos Aedes aegypti,principal transmissor da dengue.O'Neill descobriu que a Wolbachia torna o Aedes aegypti imune ao transmissor da dengue.E toda a descendência do mosquito inoculado herda essa imunidade.O método de O'Neill,não vinculado a modificação genética,contrasta com os esforços para controle da dengue que ganharam manchetes no fim do ano passado.Em Dezembro,a companhia
britânica de tecnologia Oxitec liberou.na Malásia,6 mil mosquitos machos geneticamente modificados,para espanto de alguns grupos que manifestaram preocupação com os possíveis efeitos de insetos GM em humanos e
ecossistemas.Os resultados para a Malásia ainda não estão disponíveis.Mas Luke Alphey,cientista-chefe e fundador da Oxitec,prevê que uma liberação anterior de3,3 milhões de mosquitos na Ilha Grande Caimã resultou em redução de 80% na quantidade de A.aegypti.E isso porque muitas fêmeas se acasalaram com parceiros tornados geneticamente inférteis.Os resultados obtidos por O'Neill também são promissores.Testes iniciais demonstraram que cerca de 25% das larvas na população vivendo na natureza estavam infectadas com Wolbachia.Em fins deste mês de Maio,quando termina a estação úmida da Austrália,ele espera alcançar a meta de seu experimento: demonstrar que a Wolbachia consegue invadir uma
população de A. aegypti na natureza.Em caso positivo,ele espera iniciar uma tentativa semelhante no Vietnã no início do verão boreal.
Rebecca Coffey
Matéria retirada da revista Scientific American Brasil
Maio/2011
Ano 9 nº 108
pg. 10
quarta-feira, 4 de maio de 2011
UM FUNGO AMEAÇA OS ANFÍBIOS
A preocupação com o declínio das populações de anfíbios em diversas partes do planeta emergiu nos meios científicos nos anos 1970 e 1980.Na época,as principais causas apontadas para os problemas desse grupo de animais eram a degradação e a perda de hábitats,o aquecimento global,o aumento da radiação ultravioleta do tipo B e a poluição ambiental.Atualmente,os anfíbios estão mais ameaçados que as aves ou os mamíferos.Das mais de 7 mil espécies conhecidas no mundo,cerca da metade está ameaçada e mais de 100 podem estar,neste momento,extintas.A emergência de doenças infecciosas possivelmente relacionadas a episódios de grandes mortalidades de anfíbios em determinadas áreas do planeta chamou,nos últimos anos,a atenção de pesquisadores.Em particular,o interesse científico foi atraído,a partir da década de 1990,pela quitridiomicose, uma infecção da pele dos anfíbios,transmissível por água e causada pelo fungo Batrachohytrium dendrobatidis.Trata-se do primeiro fungo do grupo dos quitridiomcetos reconhecido como parasito de vertebrados e originalmente descrito como um novo gênero.As primeiras descrições da infecção por B.dendrobatidis foram feitas a partir de observações de intensas mortalidades de anfíbios,tanto na Austrália,pela ecológa Lee Berger(universidade James Cook),quanto na América Central,pela bióloga Karen Lips(Universidade de Maryland,Estados Unidos),hoje,a doença é registrada em todos os continentes,exceto na Antártida,e vem sendo associada a perdas impressionantes na riqueza e na abundância de espécies de anfíbios,principalmente na região tropical das Américas do Sul e Central e na Austrália,em razão do grande número de espécies e indivíduos presentes nessas áreas e da ausência de invernos prolongados que limitam as atividades dos anfíbios.Em geral,os episódios de diminuição populacional e de desaparecimento de anfíbios relacionados a essa doença são mais severos em comunidades que vivem entre moderadas e elevadas altitudes.A doença afeta essencialmente indivíduos que já passaram pela metamorfose,ou seja,jovens e adultos.Além disso,mostra pouca especificidade;até agora,já foi diagnosticada em mais de 37 famílias(ou seja,em cerca de 80% do total de famílias conhecidas de sapos,rãs,pererecas,cecilídeos,tritões e salamandras)e mais de 400espécies(cerca de 6% do total de espécies conhecidas).O fungo parasita apenas a pele dos anfíbios,limitando-se à superfície(camadas córneas e granulosas da epiderme),principalmente no abdômen e nos membros posteriores,pés e dedos.As lesões produzidas não são visíveis a olho nu e a doença praticamente não apresenta sintomas-têm sido observadas apenas certas mudanças comportamentais.Algumas espécies parecem ser mais suscetíveis à doença,ou mais vulneráveis,em razão de características como baixa fecundidade,baixa dispersão geográfica,alta especialização de hábitat e reprodução e vida na água.Com base no estudo dessas características,será possivel traçar um perfil epidemiológico,o que permitirá prever a vulnerabilidade à quitridiomicose de diferentes espécies e influencirá a adoção de medidas de combate ou prevenção dessa infecção.
O brasil abriga a maior diversidade de anfíbios do planeta,segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza(IUCN,na sigla em inglês).Mais de 12 % das espécies conhecidas(em torno de 850 espécies)ocorre no território nacional.A maioria delas pertence ao grupo dos anuros,que abrange sapos,rãs e pererecas.Uma pequena quantidade(pouco mais de 25 espécies)é de cecilídeos,grupo que inclui cobras-cegas e cecílias,anfíbios sem patas,de vida subterrâneas,semelhantes a serpentes ou minhocas.No país,é registrada ainda uma espécie de salamandra.Na lista vermelha da IUCN,documento que indica o status de conservação e o risco de extinção dos seres vivos existentes em todo mundo,nove espécies de anfíbios,brasileiros estão classificados como em perigo crítico,seis como em perigo e 15 como vulneráveis.
Uma espécie,a perereca-de-santo-andré(Phrynomedusa fimbriata),é considerada extinta desde a década de 1920.Embora a maioria das espécies brasileiras de anfíbios não esteja visivelmente ameaçada,não existem informações adequadas e suficientes sobre as populações de mais de300 delas.Registros de declínios de populações de anfíbios no Brasil,por diversas causas e em distintos biomas,existem desde a década de 1980,sobretudo no caso da mata atlântica.A queda continuada do número de indivíduos de uma espécie pode implicar em sua extinção.As populações de anfíbios consideradas em declínio habitam principalmente áreas aparentemente bem preservadas,de altitude e se reproduzem na água.Além disso,já estão demonstradas no país a presença e a ampla distribuição do fungo B. dendrobatidis e da quitridiomicose,sobretudo em áreas da mata atlântica.A partir dessas constatações,podemos deduzir que as espécies brasileiras susceptíveis e vulneráveis à quitridiomicose são as que apresentam essas mesmas características.Infelizmente pouco se sabe sobre a epidemiologia dessa doença.Há muitas informações sobre a microbiologia do fungo que é a causa e sobre alguns de seus hospedeiros,mas ainda são incipientes os estudos sobre as possíveis inter-relações e interações epidemiológicas de ambos com o ambiente.
São desconhecidas,também as taxas de mortalidade da doença.Em geral,as pesquisas costumam confundir taxa de letalidade(que indica a capacidade de uma doença levar à morte os que a contraem)e taxa de mortalidade(que mede a proporção de mortes causadas por uma doença em relação à população total ou em relação a grupos específicos da população).Estes são indicadores distintos,com interpretações e implicações epidemiológicas distintas.Essa confusão,somada à ausência sistemática de indicadores de morbidade(que mede a proporção de casos de uma doença em uma população),pode significar uma interpretação incorreta dos indicadores e,em consequência,prejudicar a avaliaçâo de dois parâmetros fundamentais em epidemiologia;o risco de adoecer e morrer e a predição de episódios futuros.
Nesse sentido-e em razão da grande riqueza e abundância de espécies de anfíbios no país,distribuìdos em
variados biomas e ecossistemas-,é necessário direcionar as pesquisas à epidemiologia da quitridiomicose.
Nas áreas em que ocorreu uma acentuada diminuição populacional,mas não a extinção local de espécies,é
possível pesquisar as taxas de mortalidade e a dinâmica da doença nas comunidades remanescentes.Já naquelas áreas onde é observado um declínio populacional ainda pequeno,é possível pesquisar as relações interativas entre o agente causador da doença,o hospedeiro e o ambiente.Esses estudos certamente ajudariam a entender a epidemiologia da quitridiomicose e a identificar estratégias que permitam,por meio de intervenções sanitárias,conter a infecção nos ecossistemas onde esta é endêmica ou epidêmica e,principalmente,evitar seu avanço sobre ecossistemas ainda não atingidos.
Matéria retirada da revista ciênciahoje vol. 47 pg: 279
Março 2011
Pedro Light Pereira
Escola de Veterinária
Universidade Federal de Minas Gerais
Eloy Bécares
Faculdade de Ciências Biológicas y Ambientais,Universidad de León(Espanha)
O brasil abriga a maior diversidade de anfíbios do planeta,segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza(IUCN,na sigla em inglês).Mais de 12 % das espécies conhecidas(em torno de 850 espécies)ocorre no território nacional.A maioria delas pertence ao grupo dos anuros,que abrange sapos,rãs e pererecas.Uma pequena quantidade(pouco mais de 25 espécies)é de cecilídeos,grupo que inclui cobras-cegas e cecílias,anfíbios sem patas,de vida subterrâneas,semelhantes a serpentes ou minhocas.No país,é registrada ainda uma espécie de salamandra.Na lista vermelha da IUCN,documento que indica o status de conservação e o risco de extinção dos seres vivos existentes em todo mundo,nove espécies de anfíbios,brasileiros estão classificados como em perigo crítico,seis como em perigo e 15 como vulneráveis.
Uma espécie,a perereca-de-santo-andré(Phrynomedusa fimbriata),é considerada extinta desde a década de 1920.Embora a maioria das espécies brasileiras de anfíbios não esteja visivelmente ameaçada,não existem informações adequadas e suficientes sobre as populações de mais de300 delas.Registros de declínios de populações de anfíbios no Brasil,por diversas causas e em distintos biomas,existem desde a década de 1980,sobretudo no caso da mata atlântica.A queda continuada do número de indivíduos de uma espécie pode implicar em sua extinção.As populações de anfíbios consideradas em declínio habitam principalmente áreas aparentemente bem preservadas,de altitude e se reproduzem na água.Além disso,já estão demonstradas no país a presença e a ampla distribuição do fungo B. dendrobatidis e da quitridiomicose,sobretudo em áreas da mata atlântica.A partir dessas constatações,podemos deduzir que as espécies brasileiras susceptíveis e vulneráveis à quitridiomicose são as que apresentam essas mesmas características.Infelizmente pouco se sabe sobre a epidemiologia dessa doença.Há muitas informações sobre a microbiologia do fungo que é a causa e sobre alguns de seus hospedeiros,mas ainda são incipientes os estudos sobre as possíveis inter-relações e interações epidemiológicas de ambos com o ambiente.
São desconhecidas,também as taxas de mortalidade da doença.Em geral,as pesquisas costumam confundir taxa de letalidade(que indica a capacidade de uma doença levar à morte os que a contraem)e taxa de mortalidade(que mede a proporção de mortes causadas por uma doença em relação à população total ou em relação a grupos específicos da população).Estes são indicadores distintos,com interpretações e implicações epidemiológicas distintas.Essa confusão,somada à ausência sistemática de indicadores de morbidade(que mede a proporção de casos de uma doença em uma população),pode significar uma interpretação incorreta dos indicadores e,em consequência,prejudicar a avaliaçâo de dois parâmetros fundamentais em epidemiologia;o risco de adoecer e morrer e a predição de episódios futuros.
Nesse sentido-e em razão da grande riqueza e abundância de espécies de anfíbios no país,distribuìdos em
variados biomas e ecossistemas-,é necessário direcionar as pesquisas à epidemiologia da quitridiomicose.
Nas áreas em que ocorreu uma acentuada diminuição populacional,mas não a extinção local de espécies,é
possível pesquisar as taxas de mortalidade e a dinâmica da doença nas comunidades remanescentes.Já naquelas áreas onde é observado um declínio populacional ainda pequeno,é possível pesquisar as relações interativas entre o agente causador da doença,o hospedeiro e o ambiente.Esses estudos certamente ajudariam a entender a epidemiologia da quitridiomicose e a identificar estratégias que permitam,por meio de intervenções sanitárias,conter a infecção nos ecossistemas onde esta é endêmica ou epidêmica e,principalmente,evitar seu avanço sobre ecossistemas ainda não atingidos.
Matéria retirada da revista ciênciahoje vol. 47 pg: 279
Março 2011
Pedro Light Pereira
Escola de Veterinária
Universidade Federal de Minas Gerais
Eloy Bécares
Faculdade de Ciências Biológicas y Ambientais,Universidad de León(Espanha)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
BARRAGEM LAJINHAS-UM PONTO TURÍSTICO POUCO EXPLORADO
Localizada na cidade de Serra Negra do Norte-RN,existe este que pode ser considerado um dos pontos
turísticos da referida cidade;faltando apenas a sua divulgação para os turistas que frequentam esta cidade.Podendo também ser usada como área de lazer e de preservação do meio ambiente tão carente de áreas preservadas no Seridó Potiguar.
NÉVOA ENCOBRE A ESEC-SERIDÓ
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